sábado, 4 de setembro de 2010

Tudo é Questão de Ponto de Vista.

Sexta-feira, três de setembro de 2010 às 18hrs e 30 minutos ocorreu à reunião de profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional com o objetivo de compor uma chapa eleitoral a qual fui convidada a participar pelo Sr. Ft. Geraldo Barbosa, grande nome dentro da fisioterapia e dos conselhos regionais, pois já os presidiu por algum tempo. Relato abaixo algumas questões importantes eleitas por mim.

1°) Apesar de existir mais de três mil Fisioterapeutas registrados no CREFITO-1, poucos dos que foram convocados compareceram à reunião, dando ênfase mais uma vez a polêmica de que somos a classe mais desunida. Todos se queixam dos salários baixos, dos planos de saúde, da falta de atenção do conselho, mas fica difícil mudarmos essa situação sem o apoio dos que são diretamente afetados, nós Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais.

2°) Um questão observada é que o tempo médio de profissão dos poucos que compareceram à reunião era em torno de trinta anos de formados e demonstravam apenas interesses apoiar essa luta, não abraça-la relatando compromissos externos como justificativa pela ‘falta de tempo’ para isto.
Caros colegas, mesmo não sendo reconhecidos demonstram, claro, preocupação com os nossos empregos fixos há 10, 15, 20 anos, mas não podemos mais continuar assistindo essa novela de corrupção todos os dias em nosso País. É fundamental que por menos tempo que se tenha, este seja dedicado a essa luta, que se vencida só nos trará benefícios, unidos, podemos combater os ‘poderosos chefões’ e fazer a diferença.


3°) É frustrante saber que nós, recém formados não temos o direito de nos candidatar a participar das eleições nem ao menos votar para eleger pessoas que pensem como nós, que tenham os mesmos objetivos e vontade de lutar por todos e não por si próprio, tendo que esperar dois anos de formados para que isto possa ser feito.
O CREFITO deveria esperar dois anos para que nos seja cobrada a anuidade que com tanto sacrifício pagamos assim que saímos da faculdade.


4°) A questão mais ‘irritante’ e decepcionante foi ver alguns dos convocados a participar da chapa não aceitarem o convite por medo do que iriam enfrentar, alguns inseguros e teve até os que relatassem não ter perfil para tal embate político.
Eu pergunto a vocês profissionais renomados, profissionais consagrados, que estão com medo da luta, o que faria eu, uma recém formada fazendo ali? Eu respondo a vocês, o que me move é o amor pela minha profissão, e a vontade de que as coisas mudem, nós podemos mudar, ou pelo menos tentar, cabe a cada um pensar no que queremos no futuro próximo e se vamos conseguir concretizar nossos sonhos nos dedicando a nossa profissão apenas para pagar contas e viver o hoje.

Peço apenas que pensem, eu quero a diferença e vocês?

Abraço a todos!
Texto Original por Fta. Danusa Lima.
Texto Revisado Por Fta. Flávia Lorega

"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."

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